No trabalho temos dessas mesas que são ajustáveis na altura, movidas por um pequeno motor em cada perna. A mesa do meu colega deu problema e não conseguíamos de jeito nenhum erguê-la ao nível normal. Apertamos todos os botões que podíamos apertar, mexemos em todos os cabos possíveis e até demos aquela sacudidela aqui e acolá prá ver se faziamos o monstro despertar e... nada. Repetimos o procedimento umas 300 vezes até que meu colega decidiu contatar o departamento técnico que o encaminhou para a fábrica das mesas que nos informou que eles poderiam fazer o serviço de reparo pela irrisória quantia de 3.500 reais ( Isso mesmo! Três mil e quinhentos reais!). Isso é muito dinheiro até mesmo para a Suécia. Quando ouvimos isto, resolvemos tentar mais um pouco antes de contratarmos o serviço técnico da empresa. Tentamos mais umas 237 vezes resolver o problema e nada. Então o meu colega já estava a ponto de contactar o responsável para a contratação do serviço quando pensei: façamos uma última tentativa e peçamos a ajuda do “Kalle” nosso colega que é eletricista. Ele pode não entender muito de mesas, mas de motor ele entende! O “Kalle” veio e puxou nos mesmos fios, apertou nos mesmos botões e até deu as mesmas sacudidas que tinhamos dado e... nada. Deu uma carga de 24v nos cabos para ver se o monstro reagia de alguma forma e... nada. Então, quando já tinhamos desistido, apertei no botão mais uma vez e, veja só, o monstro acordou. A mesa começou a responder normalmente. E continua a funcionar normalmente até agora. Como ficamos aliviados e até nos sentimos contentes por termos resolvido o problema. Agora, que ninguém nos pergunte como resolvemos pois isso é um segredo que nem a nós foi revelado. O fato é que a mesa foi reparada em tempo hábil de trabalho e sem nem um custo excedente para a empresa!
Agora veja só, ultimamente eu tenho pensado um bocado sobre o tema das ‘relações interpessoais’. Tenho refletido sobre relações que foram e já não são, relações que são, mas que estão em ‘standby’, quase que inexistentes e sobre relações que de todo o coração espero venham a progredir. Nesta fase, quase toda experiência vivida de alguma forma, dá sempre um jeitinho de achar um lugar nestas considerações. E não foi diferente quando se passou o que descrevi acima. Fiquei pensando de como em relações interpessoais desistimos por vezes tão facilmente. Ou de como tomamos por vezes o caminho que parece ser mais fácil, ao invés de tentar reparar o que se quebrou. Também não há qualquer garantia de que nosso esforço em si, com os meios que temos à disposição seja o que trará solução concreta e resolva o problema no tempo em que esperamos. É possível também que tenhamos que atravessar a linha da ‘desistência’ mais de uma vez até que sejamos surpreendidos por uma mudança que traga novos ares à relação.
Minha oração, é que, quando todos os recursos parecerem ter-se esgotado, possa aprender a insistir um pouquinho mais, tocar nos mesmos botões mais uma vez e, se necessário for, envolver outros no reparo do que porventura venha a se quebrar, e ainda que todos os meios visíveis venham a falhar, confiar que o fim talvez não seja final. Pois quando há esforço para o bem, existem influências invisíveis inexplicáveis que corroboram para uma solução.
“Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus e andam segundo o Seu propósito”
.

Isso me faz pensar nos relacionamentos possivelmente perdidos.
ResponderExcluirSerá que estão realmente perdidos?
Que o Senhor faça ressurgir ou não,
segundo a Sua vontade. Assim não terei dúvidas!!
Obg, Jó!
Si.
Como é bom saber que o fazer e o refazer de Deus é perfeito, na minha vida sacudi a mesa por algumas milhares de vezes e agora percebi que Deus é quem está concertando os fios, pois foi o único técnico que de fato me provou idoneidade!
ResponderExcluirMe alegro em ver a fidelidade de Deus expressada por ti, meu querido Irmão.